Maricá/RJ,

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Julho de 2008
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ARTUR AZEVEDO
"O Consolidador da Comédia de Costumes"

(Direto da Editoria)

Artur Nabantino Gonçalves Azevedo, muitas vezes denominado Arthur Azevedo, nasceu em 7 de julho de 1855, em São Luís do Maranhão-MA. Filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís e Emília Amália Pinto de Magalhães que, separada, quando do nascimento de seus filhos (três meninos e duas meninas) já vivia maritalmente com David, porém, só pode casar-se, após o falecimento do seu primeiro marido, na Corte.
Com 15 anos, Artur escreveu sua primeira peça “Amor por Anexins”.
Inicialmente, dedicou-se também ao magistério, ensinando português. Mas foi no jornalismo que encontrou espaço para se projetar como um dos maiores escritores e teatrólogos brasileiros. Em 1871 escreveu uma série de poemas satíricos sobre as pessoas de São Luís, perdendo o emprego de amanuense (copista de textos à mão). Em 1873, aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro onde começou sua carreira como jornalista; trabalhou nos jornais "O Paiz", "Correio da Manhã", "O Século" e foi crítico teatral em "A Notícia". Fundou as revistas "O Domingo", "Revista dos Teatros", "A Gazetinha" e "O Álbum". Colaborou em "A Estação", ao lado de Machado de Assis e no jornal "Novidades", ao lado de companheiros como Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto. Foi um dos grandes defensores da abolição da escravatura, em seus artigos de jornal, em cenas de revistas dramáticas e em peças como "O Liberato" e "A Família Salazar" – esta, escrita em colaboração com Urbano Duarte, proibida pela censura imperial e publicada mais tarde com o título de "O escravocrata".
“A Filha de Maria Angu”- seu primeiro sucesso teatral, foi uma imitação brasileira da opereta francesa "La Fille de Mme. Angot". Isto, porque, suas atividades iniciais no teatro se deram por conta da tradução livre e na adaptação de comédias francesas. Ao longo da carreira traduziu cerca de 40 peças para o teatro.
No final do século XIX, Artur Azevedo dominou o cenário teatral brasileiro. Deixou cerca de 25 comédias, 19 revistas-de-ano e 20 operetas. Foi um dos responsáveis pela construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado logo após a sua morte. Artur Azevedo foi o consolidador da comédia de costumes iniciada por Martins Pena e retratou os costumes da sociedade brasileira do final da Monarquia e início da República.
Ao lado do irmão Aluísio Azevedo, figurou no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira nº 29, que tem como patrono Martins Pena, não por acaso um autor teatral. O teatro foi sempre sua grande paixão. Artur faleceu em 22/10/1908.

Fontes: Wikipédia/ UOL Educação/ Fundação Biblioteca Nacional

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