Maricá/RJ,

Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana no SESC



São Paulo/SP – Buscando uma estratégia para o diálogo entre o segmento da população negra conhecido no Brasil por vários nomes (“afro-religiosos”, “povos de terreiro”, “povo de santo”, entre outros) e as instâncias de elaboração das políticas culturais específicas ao segmento, o curso remete-se ao decreto 6040/2007, que estabelece a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais, cujas definições e objetivos respondem às pautas colocadas pelas lideranças dos chamados genericamente de “terreiros”.

O artigo 3º, inciso I do referido Decreto define como Povos e Comunidades Tradicionais os “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

Em todo o território tradicional, incluindo os chamados “terreiros” ou “roças”, são vivenciados valores de organização coletiva e tradições, incluindo a relação com o sagrado, mas não somente. Esse reducionismo das práticas tradicionais de matriz africana apenas à religião nega a real dimensão histórica e cultural dos territórios negros constituídos no Brasil, e ainda coloca em xeque a noção de Estado Laico.

Assim sendo, no processo de elaboração do I Plano de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, no diálogo que se manteve entre lideranças de matriz africana e o governo, desde dezembro de 2011, algumas expressões e conceitos foram se materializando e construiu-se uma inovadora metodologia no trato da sociedade civil com o Estado. As duas principais são: “Povos Tradicionais de Matriz Africana e “Comunidades Tradicionais de Matriz Africana”.

No campo da cultura esses conceitos auxiliaram na constituição de outros acentos no Conselho Nacional de Politicas Culturais do Ministério da Cultura (2014), na construção do I Plano Nacional de Cultura Afro-Brasileira (2014), nas Conferências de Cultura do Município e do Estado de São Paulo (2013) e em adequações no PROAC Edital Cultura Afro-Brasileira (2013 e 2014).

Data
27/05/2015 a 28/05/2015

Dias e Horários
Quarta e quinta, 14h às 18h.

Local
Rua Dr. Plínio Barreto, 285
4º andar do prédio da FecomércioSP
Bela Vista – São Paulo/SP

Valores
R$ 15,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50,00 – inteira

O curso abordará essas e outras questões nos 4 módulos que o compõe:

Dia 27/05, quarta-feira, das 14h às 16h, com Silvany Euclênio

I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana:
Leitura Comentada do documento base do segmento, construído entre 2013 e 2015.

Dia 27/05, quarta-feira, das16h às 18h, com Bàbá Paulo Cesar Pereira de Oliveira

Povo, Tradição e Territórios tradicionais de Matriz Africana no Brasil:

Discussão sobre as inter-relações e potencialidades desses conceitos que nortearam o Plano.

Dia 28/05, quinta-feira, das 14h às 16h, com Pedro Neto

Interfaces da Cultura Afro-Brasileira e os dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana:

Abordagem sobre os diferentes significados dos conceitos de “povo” e “comunidade” criada durante a elaboração do Plano, e também sobre suas contribuições à relação entre tal segmento e o Estado.

Dia 28/05, quinta-feira, das 16h às 18h, com Regina Nogueira

Práticas Tradicionais, Alimentares e relação com o meio ambiente:
Discussão sobre as práticas, distribuição e consumo do alimento tradicional e sua relação com o meio ambiente.(Foto ilustrativa: Fernanda Procópio)

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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