Maricá/RJ,

"Menino de Engenho" - José Lins do Rego

“Ainda me lembro de meu pai. Era um homem alto e bonito, com os olhos grandes e um bigode preto.Sempre que estava comigo, era a beijar-me, a contar-me histórias, a fazer-mes as vontades. Tudo dele era para mim. Eu mexia nos seus livros, sujava as suas roupas, e meu pai não se importava. As vezes, porém, ele entrava em casa calado. Sentava-se numa cadeira ou passeava no corredor com as mãos atrás das costas, e discutia muito com minha mãe.Gritava, dizia tanta coisa, ficava com uma cara de raiva que me fazia medo(…)” - “Menino de Engenho” – José Lins do Rego.

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